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20.4.26

Dia mundial do livro




Dia Mundial do Livro: mais do que páginas, histórias que nos tocam

Dia 23 de Março celebra-se o Dia Mundial do Livro, uma data que, à primeira vista, pode parecer apenas simbólica. Mas quem já se perdeu (ou encontrou) num livro sabe que esta celebração vai muito além das capas e das páginas. É uma homenagem à imaginação, à empatia, ao conhecimento e à capacidade única que as palavras têm de transformar quem somos.

O Dia Mundial do Livro foi proclamado pela UNESCO em 1995, e celebra-se a 23 de abril — uma data carregada de simbolismo: foi neste dia, em 1616, que faleceram dois dos maiores nomes da literatura mundial, Miguel de Cervantes e William Shakespeare (ainda que com calendários diferentes).

Cervantes viveu por 68 anos, e morreu em 22 de abril de 1616. O registro de sua morte, no entanto, foi feito no enterro, no dia 23. Em memória ao escritor, em 23 de abril é comemorado o Dia do Livro na Espanha.Desde então, esta data tornou-se uma celebração global da leitura, da publicação e dos direitos de autor.

Ao longo dos anos, este dia tem sido assinalado com uma série de iniciativas em todo o mundo — desde maratonas de leitura e feiras do livro, até campanhas para promover o acesso à leitura em comunidades menos favorecidas. Em muitos países, escolas, bibliotecas, livrarias e até transportes públicos transformam-se em espaços literários por um dia.

Em Portugal, a data é cada vez mais celebrada com actividades que aproximam os livros das pessoas — seja através de leituras públicas, oficinas com escritores, trocas de livros em jardins ou simplesmente nas redes sociais, onde os leitores partilham as suas obras favoritas com entusiasmo contagiante.

Quantas vezes um livro nos deu aquilo que o mundo à nossa volta não conseguia? Um refúgio, uma resposta, uma pergunta nova, um abraço silencioso nas entrelinhas? A leitura tem esse poder subtil e, ao mesmo tempo, avassalador.


Para muitos, o primeiro livro marcante chegou na infância, entre contos de fadas e aventuras mágicas. Para outros, veio mais tarde, talvez com um romance que falou directamente ao coração, ou com um ensaio que abriu horizontes e desafiou certezas. Seja qual for o momento, quase todos temos "aquele livro" que ficou connosco para sempre.



Algumas sugestões para mergulhar neste dia:

 “Ensaio sobre a Cegueira” – José Saramago
Uma leitura intensa e inquietante, que nos faz questionar o que realmente vemos e o que escolhemos ignorar.

 “A Sombra do Vento” – Carlos Ruiz Zafón
Para quem ama livros dentro dos livros. Um mistério envolvente passado em Barcelona, com personagens que ficam connosco muito depois da última página.

 “O Deus das Pequenas Coisas” – Arundhati Roy
Uma escrita poética e poderosa que nos transporta para a Índia e nos fala sobre amor, perda e destino.

 “A Gorda” – Isabela Figueiredo
Um livro português contemporâneo que toca em temas como o corpo, a vergonha e o olhar do outro, com uma franqueza rara e necessária.

 “Pequenas Coisas Belas” – Cheryl Strayed
Uma colectânea de conselhos reais, com a ternura e brutal honestidade de quem conhece a dor e a beleza da vida.

 “O Principezinho” – Antoine de Saint-Exupéry
Simples, mas nunca superficial. Um clássico que nos lembra, em qualquer idade, o que é verdadeiramente importante.




Que neste Dia Mundial do Livro possamos não só celebrar os livros, mas também agradecer aos autores que os escrevem, aos editores que os tornam possíveis, e a todos os leitores que continuam a acreditar que, entre páginas, cabem mundos inteiros.

Feliz Dia Mundial do Livro. E que nunca nos faltem boas histórias para viver.
















c.e.a.