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29.3.26

Mudança de hora em Portugal: o que significa e porque continua a gerar debate

 

Mudança de hora em Portugal: o que significa e porque continua a gerar debate

Todos os anos, em Portugal, há um pequeno ritual que mexe com as rotinas de toda a gente: a mudança da hora. Acontece duas vezes por ano — no último domingo de março e no último domingo de outubro — e, apesar de já ser algo habitual, continua a levantar dúvidas e opiniões divididas.

Na mudança de março, os relógios são adiantados uma hora. Ou seja, quando for 1:00 da madrugada, passa diretamente para as 2:00. Isto faz com que a noite fique mais curta, mas, em contrapartida, os dias parecem mais longos e com mais luz ao final da tarde. Já em outubro acontece o contrário: atrasamos uma hora, ganhando mais luz de manhã, mas com tardes que escurecem mais cedo.



Mas afinal, por que existe esta mudança?

A origem remonta a 1916, durante a Primeira Guerra Mundial. A ideia era simples: aproveitar melhor a luz natural para reduzir o consumo de energia. Desde então, muitos países adotaram esta prática com o mesmo objetivo — poupar eletricidade e melhorar a eficiência energética.

No entanto, nos últimos anos, esta medida tem sido cada vez mais questionada. Há quem defenda que, atualmente, a poupança de energia já não é significativa como antes. Além disso, vários estudos apontam possíveis efeitos negativos, como alterações no sono, cansaço, mudanças de humor e até impacto na produtividade.

Dentro da União Europeia, este tema também tem sido debatido. Em 2019, foi aberta a possibilidade de cada país decidir se quer continuar ou não com a mudança da hora. Apesar disso, ainda não existe uma decisão final comum, e Portugal continua, para já, a manter este sistema.

Por cá, houve até consultas públicas, onde a maioria das pessoas mostrou preferência por manter a mudança de hora. Ainda assim, há entidades, como especialistas do sono, que defendem a sua abolição por questões de saúde. Por outro lado, setores ligados à energia continuam a ver vantagens na sua continuidade.

No meio de tudo isto, a verdade é que, para já, continuamos a ajustar os relógios duas vezes por ano. Pode ser apenas uma hora, mas é suficiente para mexer com o nosso dia-a-dia.









c.e.a.


7.3.26

DIA INTERNACIONAL DA MULHER 2026




Dia Internacional da Mulher 2026 — Madeira Celebra Direitos, Justiça e Ação

8 de Março 

O Dia Internacional da Mulher nasceu da luta das mulheres por condições de trabalho justas, direitos civis e igualdade de género, ganhando força em 1909 nos Estados Unidos e sendo oficialmente reconhecido pela ONU em 1975.

O tema oficial de 2026 é “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas”, destacando a necessidade urgente de desmantelar barreiras legais que ainda colocam as mulheres em desvantagem. Globalmente, as mulheres detêm apenas 64% dos direitos legais que os homens possuem, e, se o progresso continuar ao ritmo atual, serão necessários 286 anos para eliminar as desigualdades legais.





A Mulher Madeirense: Fibra, Arte e Resiliência

Na Ilha da Madeira, a história das mulheres está gravada no bordado, no vinho, na terra e no mar. Ao longo dos séculos, foram elas quem bordou pacientemente a identidade cultural da ilha, quem geriu as casas e as quintas na ausência dos homens emigrantes, quem preservou tradições e transmitiu memória.



Na Madeira, as mulheres sempre desempenharam um papel central na preservação da cultura, na gestão das casas e quintas e na transmissão de saberes.